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Qual Sónia? Aquela Sónia que é emigrante, mãe de 5 crianças e teve gémeos 2 vezes

Qual Sónia? Aquela Sónia que é emigrante, mãe de 5 crianças e teve gémeos 2 vezes

22
Jul21

A nova Sónia!

Aquela Sónia, mãe de 5

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Que mudanças se efectuaram em mim, neste último meio ano?

Aprendi sozinha (vendo vídeos no YouTube) a fazer crochet e fiquei viciada na manufactura de Amigurumis, adoro!

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Voltei a arranjar tempo para desenhar e pintar,

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Mas a principal mudança deu-se interiormente! O meu "mood" sofreu tamanha transformação, que senti uma necessidade brutal de o exprimir exteriormente! Então, pintei o meu cabelo de rosa!

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Durante um dos meus ataques de pânico, no início da Primavera, rapei o meu cabelo... então, aplicando-lhe uma cor tão vibrante quanto a cor da minha alma, expressei esta renovada alegria que brota do meu íntimo! Os caracóis voltarão.

Ah! E por causa disso, na clínica era conhecida pela mulher de cabelo rosa 🤣 e não como a mãe de cinco, que teve gémeos duas vezes! Maravilha!

Projectos novos não me faltam, mas aprendi que tenho que os desenvolver devagarinho, passo a passo, sem querer "meter o carro à frente dos bois". Entre eles estão o Tai Chi, o Reiki, o Crochet, um part-time para fazer uns trocos, o meu livro, a minha perda de peso e a pintura.

Falando em perda de peso, neste momento estou obesa. Comecei a engordar e a criar uma má relação com a comida no início da adolescência, para me defender do sexo oposto. Hoje, sinto-me livre interiormente, mas não exteriormente... quando me olho ao espelho, não me vejo a mim... vejo todo o sofrimento dos últimos 30 anos... vejo um corpo que não é meu, mas sim de quem me fez mal. E quero recuperar o meu corpo, senti-lo só meu, para variar.

Então, estou estacionada em frente do hospital, para ir à primeira consulta na Clínica da obesidade, onde sei que me irão ajudar a equiparar esta revolução toda que há em mim.

Cheia de esperança, assim vos deixo.

Fiquem bem!

 

21
Jul21

Porque eu mereço.

Aquela Sónia, mãe de 5

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Passaram-se 7 meses desde o meu último sinal de vida aqui no meu blog... no dia 29 de Dezembro de 2020, fui hospitalizada na ala de psiquiatria e desde então, tenho passado mais tempo em hospitais do que em casa. A última hospitalização deu-se numa clínica de reabilitação especializada na Alemanha, onde estive dois meses. Voltei para casa, faz hoje duas semanas e espero que seja de vez, que não tenha que voltar a ficar longe do meu marido e dos meus lindos filhos.

Foi uma fase longa e negra para todos nós... eu de um lado e eles do outro, principalmente o meu marido que teve que dar o seu melhor para se aguentar sozinho com 5 filhos pequenos em casa. Cada um de nós os sete, teve que enfrentar duros desafios.

Posso, finalmente, falar e escrever livremente sobre o que causou o meu afastamento. Sou uma vítima de abuso sexual durante a infância, da parte de um membro da minha família. Escrevi "sou", na primeira pessoa do singular do presente indicativo do verbo ser... porque este acto horrível continua a fazer-me sofrer, mesmo 30 anos depois. O facto de ter guardado segredo, durante décadas, do sucedido, mesmo dos meus pais e irmãos não ajudou ao processo de cura. Ainda não estou curada, mas sim em vias de me recuperar.

O meu diagnóstico não é nada simples: depressão crónica, stress pós-traumático e distúrbio de personalidade borderline.

Nos últimos meses, aprendi muito sobre mim mesma. Descobri novas perspectivas para me olhar, que me ajudam a compreender e a ser mais compassiva comigo mesma. Trabalhei sobretudo na minha auto-estima, mas não se revertem 30 anos de cadeias de pensamento erradas, em apenas alguns meses, é uma luta para a vida...

Não se iludam, pois sei bem que tenho tanto de guerreira como de vítima! Apesar do meu passado traumático, não sou prostituta, não sou drogada, não sou pedófila. Construí uma boa vida, uma bela família e, acima de tudo, soube abrir-me e confiar no amor de um Homem... e que lindo Homem é o meu, por dentro e por fora! Apesar do meu passado de sofrimento, o meu PRESENTE é maravilhoso e eu, simplesmente, MEREÇO-O.

Este post é para as pessoas que ainda acham que a depressão é "treta"... a depressão é uma doença séria e que mata!

Sim... fui acusada de "abandonar" os meus filhos, para me tratar... mas não importa, porque sei que para eles é mais importante que eu fique bem do que estar sempre presente e marcar-lhes também a infância, negativamente.

Este post é para as pessoas que sofrem em silêncio, com segredos devoradores de almas... procurem ajuda!

Este post é para mim mesma... para me assumir e aceitar na totalidade de quem sou.

Fiquem bem!

 

23
Dez20

⭐ Feliz Natal ⭐

Aquela Sónia, mãe de 5

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A dois dias do Natal, a lista de tarefas é exorbitante e posso contar com a constante sabotagem dos meus 5 gremlins natalícios... exemplo: acabei de encontrar pipocas dentro do cesto da roupa... mas faz parte, não é?

Bom, venho então atempadamente desejar a todos um Feliz Natal, que o possam passar com a família e que não se esqueçam de ter os cuidados necessários.

Feliz Natal! ⭐

04
Dez20

🎉 Vou poder comprar os presentes de Natal! 🎉

Aquela Sónia, mãe de 5

depositphotos_29460297-stock-photo-bird-cage.jpgNa quarta-feira, dia 25 de Novembro, fui buscar o Tiago à escola à hora de almoço, pois tinha dado um mau jeito ao pé durante o recreio da manhã. Durante a tarde desse dia, recebi mensagens no grupo de pais a notificar alguns testes positivos na turma do Tiago e de facto a turma foi colocada em quarentena até ao dia 1 de Dezembro.

Toca de me organizar com as professoras, terapeutas e amas, pois com um dos cinco filhotes em quarentena, os outros quatro também ficam... 

Na quinta-feira, dia 26 de Novembro, fomos com o Tiago fazer o teste, depois do pai sair do trabalho. Acreditem ou não, apesar de ter o telemóvel sem som durante a noite, acordei exactamente na hora em que recebi a sms com o resultado do Tiago, às 6h33 do dia 27 de Novembro: POSITIVO.

Liguei para o meu marido, que já tinha saído para trabalhar, para lhe contar e fiquei à espera do telefonema com as instruções da Inspecção sanitária. Ligaram-me perto das 13h30 e indicaram-nos uma quarentena de 10 dias para o Tiago, até ao dia 6 de Dezembro, e de 7 dias para o resto da família, até ao dia 4 de  Dezembro, hoje.

Nem o Tiago ou outro colega de turma desenvolveram sintomas. Nós, os pais e irmãos do Tiago, fizemos o teste ontem (6 dias depois) e recebemos o resultado NEGATIVO hoje.

Dou graças por tudo se ter passado desta maneira, muito tranquilo. E creio poder falar por todos nesta família, quando digo que estamos contentes por poder regressar à vida normal já na segunda-feira.

Esta semana... foi como atravessar o nevoeiro intenso, sem se ver um palmo à frente do nariz. Sem conseguir ver o horizonte, seguimos em frente... mesmo sem saber no que vamos tropeçar... uma pedrinha? Um desfiladeiro? Por sorte, uma pedrinha...

Agora que acabou... acabou mesmo? Pode voltar a acontecer... e a probabilidade de (re)acontecer numa família de 7 pessoas é naturalmente maior... apesar de todos os cuidados e precauções.

No final, estou muito feliz por poder comprar os presentes de Natal dos meus filhos, claro, não desfazendo da assintomacia (esta palavra existe?) do meu filho, não suporto vê-los sofrer...

Cuidem-se bem!

23
Nov20

Petra 🥰

Aquela Sónia, mãe de 5

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Adoptamos a Petra, veio de uma associação de resgate de animais de Vila Real, Portugal. Para a trazer para cá, contactamos a transportadora MJM, de lá de perto e de quem nos deram referências e recomendações.
Foram buscar a nossa Petra na Quinta-feira ao final do dia e só a recuperei hoje, perto do meio dia e porque a fui buscar onde a tinham, aqui no Luxemburgo.
Nestas 90h, só tive contacto com o transportador 1 vez, cerca das 20h45 de sábado, hora a que supostamente ela deveria chegar, mas para me dizer que afinal só tinham saído de Portugal no sábado e não na sexta, como previsto.
Fora isso, nada de nada. Ignoraram completamente as minhas sms e chamadas.
Entretanto, ontem à noite consegui falar com uma pessoa que também estava à espera de uma entrega da parte deles este fim de semana, que me disse que o transportador lhe tinha falado da minha cadela e que só a traria cá a casa hoje... soube desta mudança de planos por terceiros e inesperadamente.
Esta manhã, pelas 10h e ainda sem notícias, liguei para o escritório da transportadora em Portugal e exigi que me dissessem onde estava a minha cadela para a ir buscar, se não o fizessem em meia hora, teria que fazer queixa de roubo e maus tratos na polícia. E assim sim, recebi logo 4 chamadas de números diferentes para se resolver a situação.
Tentaram justificar-se, mas sinceramente não havia nenhuma justificação válida para a angústia que nos causaram estes 3 dias (90h). Bastava 1 telefonema, 1 sms, durante uma das paragens de descanso... não é pedir que se matem na estrada, como quiseram insinuar.
Paguei o serviço, apesar de bastante insatisfeita com ele, mas como não há livro de reclamações, venho desta forma mostrar a minha indignação e precaver potenciais clientes para esta situação.
Fui criticada no grupo do Facebook onde me recomendaram a transportadora por entregar a minha cadela a desconhecidos. Sou obrigada a reconhecer que se trata de um erro que não tenciono voltar a cometer. Transportar a nossa Petra sem contrato, sem seguro... no final, correu tudo bem, ela está bem e parece ter sido bem tratada, que é o mais importante, mas e se ela tivesse fugido e morrido...? Se houvesse um acidente? Um roubo?? Aconselho as pessoas a pensar seriamente antes de optar por este género de transporte de animais. Apesar de haver certamente quem faça bem o seu trabalho, podem sempre dar de caras com alguém cujo lema de trabalho é "eles que esperem".

17
Nov20

17 de Novembro - Dia Mundial da Prematuridade

Aquela Sónia, mãe de 5

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Quando a Luísa e o Filipe nasceram foram considerados prematuros... nasceram com 36 semanas de gestação e 6 dias, a partir das 37 semanas já são considerados bebés de termo, portanto, quando se referiam a eles como prematuros lá na maternidade, eu achava que era um exagero. 

Já tinha "dado à luz" os gémeos D's antes, mas eles nasceram às 38 semanas e meia, com 3270g e 2980g... bebés normais, portanto.

Mas desta vez, nas primeiras 10h a seguir ao nascimento deles, eu só tinha a Luísa comigo, uma bebé com 2900g, que mamava com vontade e força. Ao Filipe levaram-no logo para a neonatologia, tinha nascido mais pequeno que a irmã, como já se previa, com menos 1kg que ela... 1890g.

Tive que pedir muito para ir ver o meu filho, ignorei as dores que sentia da cesariana e fui a pé até à neonatologia, que ficava noutro edifício, dois andares a baixo.

Dez horas depois pude ver o meu filho mais novo, por mais do que 2 segundos, e foi aí que o vi, como nesta foto que acompanha este texto... vi-o realmente... e compreendi porque o diziam prematuro... era tão pequenino, enroscado em fios, dentro de uma incubadora, mal lhe podia tocar e mesmo assim parecia tão frágil que até tinha receio de o fazer... mas claro que lhe fiz miminhos com a ponta do meu dedo. Ao lado de cada incubadora estava um pacote de lenços de papel e ainda bem, porque fui invadida por um pico hormonal e chorei baba e ranho o tempo todo que lá estive com o meu filho... pois foi, tive que o deixar para voltar para junto da Luísa, pois eles ficaram vários dias separados, os irmãos só puderam conhecer o Filipe 4 dias depois.

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Foram 12 dias que passamos os 3 na maternidade, eu sempre dividida entre os dois e numa luta para que o Filipe atingisse a marca dos 2kg. Ele começou por tomar leite artificial, mas pouco a pouco fomos inserindo o meu colostro à seringa, fomos dando do meu leite no biberão e com a força motora da irmã a puxar o leite, fomos metendo-o no meu peito ao mesmo tempo que ela mamava, porque ele não tinha força para puxar... e ele lá chegou! Aos 2kg de gente!!

Era só isso que ele precisava... estava no meio de bebés com mil e uma complicações, ele só precisava de engordar! Mas sempre que aqueles alarmes soavam, eu morria mais um pedacinho... pelo meu bebé e por todos os outros que lá estavam!! É precisa coragem para trabalhar numa neonatologia... é preciso coragem para se ser pai e mãe de bebés prematuros (a sério) e/ou com complicações de saúde... muita bravura testemunhei eu naqueles dias.

Por isso, não podia deixar passar este dia com indiferença, nunca mais o farei, porque foi algo que me mudou... para sempre.

Uma grande vénia a todos os heróis que venceram a prematuridade! 🙌

27
Out20

A realidade de 2020... covid ou não covid?

Aquela Sónia, mãe de 5

Ontem, o dia cá  em casa começou com toda a normalidade, mas não acabou bem assim.

Por volta da hora do almoço, ligaram-me da escola do meu filho mais velho para o ir buscar, pois estava com tosse e dor de garganta.

Liguei depois para o nosso médico de família, que o encaminhou para fazer o teste à COVID-19 ainda durante a tarde de ontem e passou-lhe baixa médica para não ir à escola o resto da semana.

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O Tiago já tinha feito um teste no início do verão, mas com a zaragatoa na garganta, ontem tinha que ser no nariz... ele aguentou super bem e até disse que custou menos do que na garganta, contrariamente ao testemunho de muitos adultos...

O resultado do teste chega nas próximas 48h por sms.

Entretanto, achei por bem que nenhum dos meus filhos saísse de casa até sabermos do resultado, crendo ser esta a atitude cívica mais responsável.

Terminei o dia a enviar e-mails e telefonemas para professoras, secretarias de escolas, serviços de transportes, serviços de acolhimento e terapeutas, a avisar do sucedido.

E hoje estamos aqui os 6 em casa, só o pai saiu para trabalhar. Não sei quanto tempo durará esta situação, espero que seja só o dia de hoje, seria muito bom sinal, sinal de que o meu filho está apenas constipado.

Eles que podiam dormir mais um pouco, acordaram todos na faixa horária das 6h da manhã...

Agora é aguardar pelos próximos desenvolvimentos desta minha novela mexicana.

Resultado:  negativo! 😁😁😁🙏

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27
Out20

Parentalidade positiva... é utopia?

Aquela Sónia, mãe de 5

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Alguns amigos meus publicaram no Facebook um vídeo que mostrava uma mãe a entrar no quarto do filho com um cinto de fivela enrolado na mão.

O filho teria uns 16 anos e estava sentado ao computador, imagem recorrente dos dias de hoje.

Ao que parece, a mãe descobriu que o filho publicou algo na internet que denegria as mulheres, que as mulheres só serviam para recipiente de esperma, ou assim.

Acabei por não ver o vídeo todo, porque me fez impressão ver uma mãe e um filho "à bulha", tanto que ela não parava de dizer "você tá sendo filmado", para que ele não lhe batesse. 😣

Na caixa dos comentários, só mensagens de ódio para o adolescente...

O que me fez perguntar: serei a única a achar que aquela mãe também é culpada?

Quem me conhece sabe bem que não sou uma extremista da parentalidade positiva, nem nada que se pareça... mas um cinto de fivela era a última coisa que levaria para uma conversa com um filho meu sobre a integridade da mulher... ver a reacção do rapaz que se levantou assim que a mãe se aproximou e não a deixou bater-lhe, fez-me acreditar que ela lhe bateu muitas vezes com aquele cinto quando ele era pequeno e não se podia defender... mas agora o rapaz é quase um homem e pode defender-se... e o respeito nulo que tem pelas mulheres vem de onde? Da relação com a mãe...

Eu sou mãe de 4 rapazes e 1 rapariga. Quero certificar-me que eles no futuro serão homens que respeitam as mulheres e as tratam bem. Mas não lhes posso ensinar isso à porrada nem pondo em evidência as minhas fraquezas. A relação mãe-filho precisa de respeito de ambas as partes. E vou conversar muito com eles. Mostrar que o diálogo sem acessórios de tortura física é a solução para a maioria dos problemas.

Fiquei chocada e triste com a realidade daquela família. Daí sentir necessidade de escrever sobre isto. Todos temos telhados de vidro e pode parecer que estou a cuspir para o ar... pois ainda tenho os meus filhos pequeninos e por acabar de criar, por isso peço a Deus sabedoria para me guiar nesta tarefa tão importante de os tornar homens e mulher de bem.

14
Out20

A culpa não é da COVID, pois parvalhice não é sintoma.

Aquela Sónia, mãe de 5

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Hoje faço dois posts, desculpem lá o SPAM, mas tem que ser... Tenho aqui a minha opinião presa na garganta, como um nó nas sapatilhas, e tenho que a soltar.

Hoje circula nas redes sociais esta imagem, de uma carta a suspender um aluno, de 12 anos - li algures, por ter partilhado o seu lanche com um colega, que lhe confidenciou ainda não ter comido nada e nada ter para comer.

Não sou jornalista e tenho mais que fazer do que andar a validar os factos desta história, saber se são verdadeiros ou não... mas hoje em dia, nem os jornalistas o fazem.

Mas como estou revoltada, venho escrever sobre este assunto.

Um colega do meu filho partiu-lhe os óculos a meio, de propósito, e não foi suspenso, acho que os pais dele nem tiveram conhecimento, pois o seguro da escola pagou o estrago, considerando tudo um acidente.

A filha de uma conhecida minha foi de braço partido para o hospital, a versão da escola é que ela caiu e a versão da menina é que foi um bully que a persegue há tempos... suspensão? Nada!

E agora suspendem uma criança por partilhar???

Onde foi parar o bom senso?! 

Logicamente, o miúdo não devia partilhar, devia ir contar à directora e a directora devia providenciar do que comer à criança com fome e alertar os serviços sociais! (Pergunto-me se essa medida foi tomada...)

Mas o menino suspenso agiu por instinto, um bom instinto, por sinal! Não devia ser suspenso por isso... 

Os valores que passamos às crianças... o bullying é permitido e gratuito, a partilha é crime.

Então e o surto na Selecção Nacional, já não é grave... são todos rapazes novos,  fortes e saudaveis... mas as crianças são suspensas por partilhar o lanche, por serem generosas.

A condição humana está virada do avesso.

A carta enviada posteriormente pela directora ao  encarregado de educação:

“Exmo. Sr.EE

O seu educando, por ter ficado retido, encontra-se agora numa turma onde não conhece ninguém, pelo que no intervalo procura a companhia de colegas de outras turmas, seus colegas do ano passado, algo que este ano tem que ser rigorosamente evitado, mas que ele já ignorou por diversas vezes e por diversas vezes foi alertado. Não mudou de atitude. Também foi já alertado para que quando comesse, sem máscara, claro, deveria afastar-se do grupo, algo que ele repetidamente ignora. Também foram repetidamente os alunos avisados que não podem partilhar comida, como não podem partilhar material. O que eu vi, após ter este grupo de alunos já referenciado pelos professores e pelos funcionários, foi um quarteto de meninos, de turmas diferentes, juntos, sem mascara e a dar dentadas na comida uns dos outros. Não se trata de uma generosidade do seu filho em pagar uma sandes ao colega, que surpreendentemente ainda não teria comido nada as 16:30 da tarde, mas sim de estarem a dar dentadas no mesmo alimento. Se eu pagar comida alguém, dou-lha. Não implica que essa pessoa abocanhe a comida que está na minha mão. Sao coisas diferentes. E este grupo de 4 estava a incumprir não apenas uma regra, mas varias, o uso obrigatório de mascara, a distância física, a distancia quando se come e a mistura de turmas no intervalo. Tudo repetidamente e depois de avisados. A diretora de turma explicou tudo. Se não concordava, dirigia-se a mim. Pedia esclarecimentos. 

O plano de ação e contingência deu muito trabalho a fazer e deu muito trabalho a organizar as três escolas do Agrupamento para recebermos 1400 alunos em segurança. Não posso permitir que a estranha versão de generosidade do seu filho, que ainda me há-de indicar qual dos 4 estava em jejum, ponha tudo a perder. O cumprimento de simples regras de higiene e distanciamento são o que pedimos à geração do seu filho. O senhor fez hoje passar uma atitude irresponsável e de desrespeito pela escola toda, por um ato heróico. Os meus sinceros parabéns.  As regras são claras. No documento divulgado no inicio do ano é referido quais as penalizações para o seu incumprimento. 

Espero que tenha chegado para que retire o seu post cheio de inverdades  e que deu azo a que sem conhecerem os factos tantas pessoas venham encher o facebook de ódio. Não gostam do meu trabalho? De 4 em 4 anos há eleições para diretor.”

Mesmo assim, suspensão?!

Se se trata de um mal entendido agora escarrapachado nas redes sociais, é porque se passou à acção sem haver comunicação com os pais... É um aluno repetente logo é um aluno problemático, porque tem saudades dos seus amigos... não deixam de ser crianças e qualquer plano de contingência bem feito tem que ter isso em conta, pois é feito para elas!

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